Boletim de informações COVID-19 n° 302 Tatuí, 24 de novembro de 2020, terça-feira - 11h00h

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Fonte: Prefeitura de Tatuí

quarta-feira, 8 de dezembro de 2010

Cia. de Teatro estreia ‘Vereda da Salvação’

Texto de Jorge Andrade, com direção de Carlos Ribeiro, terá única apresentação na sexta-feira, 10

A Cia. de Teatro do Conservatório de Tatuí estreia na próxima sexta-feira, dia 10 de dezembro, o espetáculo “Vereda da Salvação”. O texto de Jorge Andrade, com direção de Carlos Ribeiro, terá única apresentação a partir das 20h30, no Teatro Procópio Ferreira, em Tatuí.

 “Vereda da Salvação” é o segundo espetáculo do repertório da Cia. de Teatro do Conservatório de Tatuí. O autor, Jorge Andrade, baseou-se em fatos reais ocorridos na localidade de Catulé, em Minas, no ano de 1956, para contar a história de um grupo de trabalhadores rurais sem-terra, agregados de uma fazenda, que entra em colapso a partir da disputa pelo poder entre o líder comunitário e o líder religioso. O texto é um clássico da dramaturgia brasileira.

A Cia. de Teatro do Conservatório de Tatuí escolheu “Vereda da Salvação” como sua segunda montagem com o objetivo de formar um repertório que tenha, como elemento unificador, o estudo das possibilidades dramáticas da paisagem humana e social do interior de São Paulo, onde a Cia. está sediada. “Vereda da Salvação” e “Rosa de Cabriúna”, de Luís Alberto de Abreu, adaptada do romance “Alice” de José Antonio da Silva, formam um dístico. “As duas peças dialogam em diversos níveis, não só pelo fato de seus protagonistas serem interioranos. O dramaturgo Jorge Andrade nasceu em Barretos, filho de ricos fazendeiros. José Antonio da Silva, um dos mais importantes nomes da pintura ‘naif’ brasileira, nasceu em Salles de Oliveira, cidade próxima a Barretos, filho de pobres agricultores”, inicia o diretor Carlos Ribeiro. “Rosa de Cabriúna narra a decadência da família do Coronel Zé Inácio (que bem poderia ser parente dos Andrade) pelo registro da comédia. Vereda da Salvação narra o final trágico de um grupo de trabalhadores rurais sem-terra (que bem podiam ser parentes de Silva) pelo registro do drama”, afirma ele.

Jorge de Andrade escreveu oito versões da peça, entre 1957 e 1963. A montagem da Cia. de Teatro do Conservatório de Tatuí – a partir da versão estreada em 1964, no TBC com direção de Antunes Filho - localiza a ação na atualidade, de modo a ressaltar que os ingredientes que precipitaram a destruição daquele grupo, continuam disponíveis: a situação de abandono das populações menos favorecidas; a imensa desigualdade da distribuição das riquezas; a miséria e a ignorância adubando o fanatismo religioso; a manipulação das massas incultas por líderes duvidosos; a intolerância das religiões cristãs, travestida de misericórdia, semeando a divisão entre os homens. 

 No elenco estão Carlos Doles, Dalila Ribeiro, Rogério Vianna, Aninha Arruda, Antonio Ramos, Carlos Ribeiro, Fernanda Mendes, Erica Pedro, Adriana Afonso, Leila Carolina, Marcos Caresia, Camila Cattai, Daniele Silva, Hugo Muneratto e Iuri Proença. A direção é de Carlos Ribeiro, com cenografia de Jaime Pinheiro; figurinos de Carlos Alberto Agostinho e Lázaro Catel; maquiagem de Dalila Ribeiro; iluminação de Odilon Lamego; percussão de Carlos Ribeiro; contrarregragem de Carlos Alberto Agostinho e Lázaro Catel e consultoria artística de Marcelo Lazaratto.

 A estreia ocorre após importantes premiações da Cia. de Teatro. Primeiro, no Festival de Teatro do Rio de Janeiro, em setembro. E, depois, no 38º Fenata, realizado no último mês de novembro em Ponta Grossa (Paraná). Ambos os festivais tiveram caráter profissional e nacional. No 38º Festival Nacional de Teatro, o grupo do Conservatório de Tatuí recebeu cinco indicações e uma premiação. Com o espetáculo “Rosa de Cabriúna”, o grupo foi indicado ao prêmio de melhor sonoplastia, assinada por Carlos Ribeiro; melhor atriz – Dalila Ribeiro; melhor ator – Marcos Caresia; e melhor espetáculo pelo júri popular. A premiação foi a Carlos Doles, como melhor ator coadjuvante do festival. Doles também havia recebido o mesmo prêmio no festival carioca.

 Jorge Andrade
 Jorge Andrade, paulista de Barretos, interior do estado, filho de aristocratas que viram seu patrimônio minguarem com a crise de 1929 e a Revolução de 30, muda-se para a capital aos 34 anos, ingressando na primeira turma da Escola de Arte Dramática (EAD). Jorge Andrade começa a escrever peças, descobrindo seu talento para a dramaturgia.   Sua primeira peça “O Telescópio” (1951) é premiada e ajuda-o a conquistar uma bolsa para estudar nos Estados Unidos, onde conhece Arthur Muller que, juntamente com Tennesse Williams, e os europeus Ibsen e Tchekov, tornaram-se as principais influências na obra do autor.   Quando retorna ao Brasil, Jorge Andrade tem o projeto pessoal de escrever ciclos de dramaturgia que tratem dos grandes temas da sociedade brasileira da época e de sua história recente.  Na coletânea que reúne parte dessa obra, “Marta, a Árvore e o Relógio” fica evidente esse projeto comum que perpassa as diversas peças e que acabará se tornando marca registrada do autor: o retrato de um Brasil em pleno momento de transição, quando a falência da aristocracia rural cafeeira obrigou muitos fazendeiros a venderem suas terras e migrarem para a cidade. Entre suas obras mais conhecidas, destacam-se “A Moratória”, “Pedreira das Almas”, “As Confrarias”, “Os Ossos do Barão”, “Senhora da Boca do Lixo”, “Rasto Atrás” e “Milagre na Cela”.

 SERVIÇO
 Cia. de Teatro do Conservatório de Tatuí em “Vereda da Salvação”
 Texto: Jorge Andrade – Direção: Carlos Ribeiro
 Teatro Procópio Ferreira
 Rua São Bento, 415 – Tatuí-SP
 Ingressos: R$ 10 (R$ 5 idosos, estudantes e aposentados); alunos e professores do Conservatório de Tatuí não pagam ingresso
 Retirada de ingressos: de terça a sexta, das 15h às 19h, e nos dias de eventos até as 21h30
 Informações: 15 32058444

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