Nosso Jornal Online

Tatuí, 


quinta-feira, 25 de outubro de 2018

Santista Têxtil é vendida para o grupo mexicano Siete Leguas

Empresa pertencia a Mover Participações, novo nome da Camargo Corrêa

O grupo Siete Leguas informou que também adquiriu a subsidiária da Santista na Argentina - Mundo Textil Mag

O Globo | 24/10/2018 | SÃO PAULO - A Mover Participações, novo nome da holding Camargo Corrêa, informou que assinou contrato para a venda de 100% de suas operações têxteis da Santista para o Grupo Siete Leguas, do México. O valor do negócio não foi divulgado. As operações da Santista compreendem os negócios de fabricação de tecidos denim, brins e workwear no Brasil e Argentina, contando com três fábricas e mais de 3.000 funcionários. O negócio chegou a ser anunciado no México, em setembro, mas a transferência das ações deverá ocorrer agora.

"A Mover priorizou as negociações com o Grupo Sete Léguas, por esse ser um player com capacidade e expertise neste segmento, assim privilegiando o crescimento da Santista, ativo que fez parte do seu portfólio por diversos anos", informou a nota.

No ano passado, o faturamento da Santista chegou a R$ 700 milhões. Fundada em 1929, a companhia tem unidades em Tatuí e Americana, no estado de São Paulo, e outra em Tucumã, na Argentina. No início, a Santista fabricava tecidos de algodão e sacos para farinha de sua controladora, a S.A. Moinho Santista (do grupo Bunge). Nas décadas seguintes passou a produzir lãs para tricô, lençóis e tecidos especiais para roupas profissionais. A partir de 1975, passou a produzir jeans.

Em fevereiro passado, o Grupo Siete Leguas, uma das mais importantes empresas têxteis do México, também comprou 100% das ações da americana AALFS Manufacturing Inc., fabricante de calças jeans. Com a aquisição, o grupo mexicano tornou-se um dos maiores das Américas em produção de jeans, com capacidade para fabricar mais de 20 milhões de calças por ano. Os Estados Unidos são o principal mercado dos mexicanos e o grupo exporta ainda para 40 países.

Segundo a Mover, a conclusão da venda "está sujeita ao cumprimento de determinadas condições precedentes usuais para estes tipos de transações".

MUDANÇA DE NOME

Em junho deste ano, a Camargo Corrêa anunciou a troca de nome para Mover. A mudança aconteceu quase três anos depois da empreiteira ter fechado acordo de leniência com Ministério Público Federal (MPF) e a Superintendência-Geral do Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) em meio às investigações da operação Lava Jato. Em 2015, a construtora fechou acordos de leniência que somaram R$ 804 milhões.

A Camargo Corrêa também se desfez de parte de seus ativos nos últimos anos. Em 2015, vendeu o controle da Alpargatas e, em 2016, vendeu sua fatia de 23% no bloco de controle da CPFL Energia, em transações avaliadas em R$ 8,6 bilhões.

Atualmente, os negócios da holding incluem empresas nos setores de cimento (InterCement), transporte e mobilidade urbana (CCR), engenharia e construção (Camargo Corrêa Infra), incorporação imobiliária (Camargo Corrêa Desenvolvimento Imobiliário e HM), outsourcing (Vexia) e indústria naval (EAS).

Nenhum comentário:

Postar um comentário