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Tatuí, 


quinta-feira, 16 de julho de 2015

Com dívidas de R$ 18 milhões, Santa Casa deixa de fazer cirurgias eletivas

Do G1- Com dívidas estimadas em R$ 18 milhões, a Santa Casa de Tatuí deixou de fazer cirurgias eletivas (para tratamento médico, quando não há riscos de morte ou dor intensa). Só atendimento emergencial no pronto-socorro, maternidade e hospital são realizados. O déficit foi acumulado há anos pela diferença entre o que a entidade recebe e gasta, afirma o diretor tesoureiro do local, João Prior. “Só neste ano as dívidas chegam a R$ 2,5 milhões, sendo que desde maio a situação piorou e o déficit é de cerca de R$ 560 mil mensais”, explica.

Diretores da entidade filantrópica participaram na manhã desta quinta-feira (16) de uma entrevista coletiva para explicar sobre a crise e a redução no atendimento da Santa Casa. A provedora da instituição, Nanete de Lima, afirma que há defasagem no repasse do Sistema Único de Saúde (SUS) do governo federal.

“É praticamente o mesmo valor há uma década. Este ano ainda terminou o convênio com o hospital particular da Unimed, que pagava por atendimentos à Santa Casa em torno de R$ 300 mil mensais. Enquanto isso, o preço de manutenção como combustível para ambulâncias, água, luz e alimentação estão maiores”, ressalta Nanete.

Para tentar superar o déficit enfrentado pela Santa Casa, a entidade ainda não pode contar com ajuda financeira dos governos federal ou estadual porque não foram pagos impostos trabalhistas como o Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) e do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS), o que resultou na falta da Certidão Negativa de Débitos (CND). “A Santa Casa não pode oferecer o atendimento adequado à população porque está devendo ao mesmo governo que é responsável pela saúde da população”, comenta Prior.

Ainda segundo Prior, o pagamento dos funcionários e 70% do salário dos médicos estão sendo quitados, estando em falta contas de fornecedores e impostos. Porém, a Santa Casa não corre risco de fechar as portas, diz ele.

“A direção está tentando fazer convênios, fazendo planos para manter os trabalhos. A partir de agosto a esperança é receber alguma verba da Câmara. Fora isso, a Santa Casa sobrevive com doações dos moradores e entidades públicas como igrejas”, finaliza Prior.
(Foto: Reprodução / TV TEM)

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