sexta-feira, 2 de janeiro de 2026

FPM 2026: 58 municípios sobem de faixa e aumentam arrecadação: Tatuí está na lista


01/01/2026, 02h00 |  O estudo A Decisão Normativa 219/2025 e os coeficientes do FPM para 2026, publicado pela Confederação Nacional de Municípios (CNM), aponta que 58 municípios terão aumento de arrecadação no próximo ano em razão da elevação de seus coeficientes do Fundo de Participação dos Municípios (FPM). A publicação apresenta os impactos da decisão normativa e realiza um comparativo com os coeficientes vigentes em 2025.

O material também detalha os efeitos do redutor financeiro estabelecido pela Lei Complementar (LC) nº 198/2023 para os municípios que, na ausência da normativa, sofreriam queda brusca de coeficiente.

“A avaliação é particularmente importante aos Municípios, pois é crucial para o planejamento do próximo exercício orçamentário, permitindo que os gestores ajustem metas e aloquem recursos de forma mais eficiente. Como o FPM é a principal receita de dois a cada três Municípios brasileiros, essa capacidade de antecipação se torna um fator determinante para a saúde financeira e a governança local”, diz um trecho do estudo.

Ganho de coeficientes

De acordo com o levantamento, 58 municípios – o equivalente a 1,0% do total – registraram ganho de coeficiente do FPM, em decorrência do avanço para faixas populacionais superiores.

Entre os estados, Santa Catarina apresentou o maior número de municípios com crescimento de faixa populacional do FPM, totalizando dez. Em seguida aparecem o Amazonas, com nove, e Bahia e Minas Gerais, empatados em terceiro lugar, com cinco municípios cada.

Confira a lista de municípios que ganharão coeficientes em 2026:
Santo Antônio do Içá (AM);
Campo Novo do Parecis (MT);
Prado (BA);
Rorainópolis (RR);
Careiro (AM);
Querência (MT);
Eusébio (CE);
Araquari (SC);
Careiro da Várzea (AM);
Breves (PA);
Cachoeira Grande (MA);
Barra Velha (SC);
Fonte Boa (AM);
Colares (PA);
Itaitinga (CE);
Camboriú (SC);
Japurá (AM);
Viçosa (MG);
Colatina (ES);
Canelinha (SC);
Pauini (AM);
Mãe do Rio (PA);
Piúma (ES);
Guaramirim (SC);
Mazagão (AP);
Moju (PA);
Hidrolândia (GO);
Maravilha (SC);
São Gabriel da Cachoeira (AM);
Caetés (PE);
Orizona (GO);
Balneário Piçarras (SC);
Tapauá (AM);
Bom Jesus (PI);
Esmeraldas (MG);
Pinhalzinho (SC);
Uarini (AM);
Murici dos Portelas (PI);
Frutal (MG);
Sangão (SC);
Oiapoque (AP);
Francisco Beltrão (PR);
Santa Margarida (MG);
Turvo (SC);
Caldeirão Grande (BA);
Marialva (PR);
Teófilo Otoni (MG);
Indiaroba (SE);
Conceição do Coité (BA);
Prudentópolis (PR);
Três Lagoas (MS);
Capela do Alto (SP);
Jussara (BA);
Siqueira Campos (PR);
Cáceres (MT);
Tatuí (SP);
Pilão Arcado (BA);
Chupinguaia (RO).

Para onde vai a busca por terras no Brasil em 2025: Tatuí está no pódio

E quem aparece no topo desse desfile de hectares valiosos? Cocalinho, no Mato Grosso, reinando absoluta, com o hectare na casa dos R$ 15 mil. Logo atrás vem Paratininga, também mato-grossense, com valor médio de R$ 28 mil por hectare. Fecha o pódio Tatuí, em São Paulo, já mostrando que ali o metro quadrado rural tem pedigree e preço de gente grande.

Por Fabio Frattini Manzini no Agrofy News repórter freelancer com edição do DT

No Sudeste, São Paulo se consolida como o principal destino dos investidores, reunindo cinco municípios entre os mais procurados. (Foto: Fabio Manzini/Agrofy News)


02/01/2026 |  A corrida por terras rurais em 2025 tem um endereço claro no Brasil. Um levantamento da plataforma Chãozão, especializada na venda de imóveis rurais, mostra que o interesse de investidores se concentrou majoritariamente no Centro-Oeste, região que respondeu por metade dos municípios mais consultados no país ao longo do ano.

Ao todo, dez das 20 cidades mais buscadas estão em estados como Mato Grosso e Goiás, que seguem como polos estratégicos para lavoura e pecuária.

No topo do ranking aparece Cocalinho (MT), onde o hectare custa, em média, R$ 15.247,19, segundo o Índice Chãozão Valor do Hectare (ICVH).

Na sequência vem Paranatinga (MT), com preço médio de R$ 28.327,52 por hectare.

O Top 3 é fechado por Tatuí (SP), já com um valor significativamente mais elevado: R$ 176.045,14.

O levantamento ajuda a explicar por que o Centro-Oeste domina o interesse do mercado. Segundo a CEO do Chãozão, Geórgia Oliveira, a busca está diretamente ligada ao perfil produtivo das áreas ofertadas.

“Especialmente em estados como Mato Grosso e Goiás, a região Centro-oeste concentra grande parte das principais áreas produtivas do país para lavoura e pecuária, que tiveram grande procura durante este ano. Para se ter uma ideia, nas buscas registradas no Chãozão, terras com aptidão para lavoura representaram cerca de 36% do total, seguidas por 32% de terras voltadas à pecuária”, explica.

Quando o recorte é feito por estado, o Mato Grosso aparece como principal destaque, com seis municípios entre os mais buscados do país. Goiás vem logo atrás, com quatro cidades no ranking.

No Sudeste, São Paulo se consolida como o principal destino dos investidores, reunindo cinco municípios entre os mais procurados.

Já Minas Gerais, Tocantins e Pará também marcam presença, reforçando que o interesse por terras produtivas não se limita a uma única região.

Diversidade regional entra no radar para 2026

Para Geórgia Oliveira, o levantamento indica um movimento mais amplo do mercado, que começa a enxergar oportunidades em diferentes perfis produtivos espalhados pelo país.

“Chama a atenção pela diversidade de regiões representadas nas primeiras posições do ranking, cada uma com suas inúmeras aptidões produtivas, que vão da pecuária à agricultura de alta performance. É um bom indício de que, em 2026, essa diversidade pode alavancar ainda mais o Brasil como uma potência única no agro”, avalia.

Confira a lista completa
1 Cocalinho (MT) – R$ 15.247,19
2 Paranatinga (MT) – R$ 28.327,52
3 Tatuí (SP) – R$ 176.045,14
4 Uberlândia (MG) – R$ 144.428,17
5 São Félix do Araguaia (MT) – R$ 14.226,80
6 Itapetininga (SP) – R$ 102.673,93
7 Presidente Venceslau (SP) – R$ 54.235,54
8 Santana do Araguaia (PA) – R$ 28.329,31
9 Rio Verde (GO) – R$ 64.463,13
10 Formoso (MG) – R$ 21.710,95
11 Araguaína (TO) – R$ 25.144,20
12 Confresa (MT) – R$ 23.012,31
13 Sorocaba (SP) – R$ 159.203,57
14 São João d’Aliança (GO) – R$ 51.339,67
15 Primavera do Leste (MT) – R$ 56.300,98
16 Campinas (SP) – R$ 287.731,83
17 Goiânia (GO) – R$ 103.505,57
18 Barra do Garças (MT) – R$ 26.051,21
19 Taipas do Tocantins (TO) – R$ 11.555,42
20 Luziânia (GO) – R$ 50.747,74