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quarta-feira, 3 de julho de 2019

Polícia cumpre mandados na região em operação que combate crime organizado

Ação faz parte da operação 'Welfare', que combate os crimes de organização criminosa, lavagem de dinheiro e tráfico de drogas. Mandados foram cumpridos em Boituva e Tietê.

Por G1 Itapetininga e Região, com edição do DT

03/07/2019 | A Polícia Civil cumpriu mandados de prisão e busca e apreensão em Boituva e Tietê nesta quarta-feira (3).

Segundo a polícia, foram expedidos um mandado de prisão e dois de buscas em Boituva e dois mandados de busca e dois de prisão em Tietê.

A ação fez parte da operação denominada como “Welfare” (em português, “bem-estar”) que tem como objetivo combater os crimes de organização criminosa, lavagem de dinheiro e tráfico de drogas.

O Ministério Público e o Grupo de Intervenção Rápida (GIR), da Secretaria de Administração Penitenciária (SAP), também participaram da ação, que é realizada em várias cidades do estado.

Ao todo, a Justiça determinou a prisão temporária de 38 pessoas – a maioria delas são mulheres e 13 já estavam presas. Ao todo, foram cumpridos 36 mandados de prisão até as 17h desta quarta-feira. A ação também cumpriu 46 mandados de busca e apreensão e 16 buscas administrativas em unidades prisionais. Foi determinado ainda o bloqueio bancário de 38 CPFs.

Investigações

Durante seis meses, os policiais investigaram uma célula dentro da organização criminosa que, usando rendimentos obtidos principalmente com o tráfico de drogas, cooptava novos integrantes para a facção.

Essa célula, chamada de “Sintonia de Ajuda”, oferecia fretamento de ônibus para familiares de presos e pagamento de despesas de aluguéis e tratamentos de saúde. Os chamados “integrantes do partido”, em contrapartida, cediam suas contas bancárias para a lavagem de dinheiro.

De acordo com a Polícia Civil, alguns detentos eram responsáveis pela contabilidade e autorização da ajuda solicitada. Esposas e companheiras de presos e outros familiares emprestavam suas contas bancárias. Integrantes da facção, que estão fora dos presídios, ficavam responsáveis pelo recolhimento dos valores juntamente com os titulares das contas bancárias.

Os cartões ficavam na posse dos "organizadores da Sintonia" e, quando o saque excedia o limite permitido pelo autoatendimento, o titular da conta realizava o saque direto no caixa, na companhia do chamado "recolha" (responsável pelo transporte).

A ação policial desencadeada nesta quarta teve por objetivo também apreender documentação relacionada às contas bancárias já apuradas e que são utilizadas para a lavagem de dinheiro, bem como verificar o envolvimento de outras pessoas no crime.

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