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sábado, 17 de novembro de 2018

Projeto de lei quer proibir o uso de canudos de plástico em comércios de Itapetininga

Ideia é substituir o canudo tradicional por recicláveis, comestíveis ou biodegradáveis. O projeto também prevê multa para quem descumprir a determinação.

Por G1 Itapetininga e Região, com edição do DT

Projeto de lei em Itapetininga quer proibir o uso de canudos de plástico

16/11/2018 | Um projeto de lei proposto pelo presidente da Câmara de Itapetininga, Etson Brun, prevê a proibição do uso de canudos plásticos. A ideia é substituir o canudo tradicional pelas opções recicláveis, comestíveis ou biodegradáveis. Além disso, o projeto também prevê multa pra quem descumprir a determinação.

O texto está passando por comissões na Câmara de Vereadores para depois entrar em votação, o que deve acontecer nas próximas sessões. Porém, já divide opiniões de moradores e comerciantes.

A ajudante geral Elenilsa Martins, por exemplo, vende salgados há dois anos e conta que, em dias de pico, o canudo ajuda muito no comércio. “O canudo nos ajuda bastante porque é bem em conta. Vai fazer muita falta para os clientes, principalmente para as crianças”, conta.

Por mais que o canudo plástico traga facilidade, eles também geram preocupação. Valdir Cavalheiro afirma que já parou de usá-los devido à preocupação com a natureza. “Já faz uns meses já que parei com isso. Eu vejo muita notícia sobre a natureza. Já vi tartaruga com canudo no nariz, e um monte de porcaria assim”, afirma.

O projeto tem como justificativa reduzir a quantidade acumulada de lixo em aterros sanitários, além de preservar o ambiente natural.

Quem vende canudos plásticos diz que, se a lei for aprovada, tudo é questão de adaptação. Willians França Germano é gerente de uma loja e conta que chega a vender mais de 20 mil unidades por semana.

Uma embalagem na loja com 100 canudos custa R$ 2,45 enquanto a que é biodegradável, com 25 unidades, é vendida por R$ 11,60. Ele está preocupado com o valor e com a disponibilidade do produto no mercado. “... não é fabricado no Brasil esse papel. A máquina para fazer esse tipo de produto também não é fabricada no Brasil. Então, o custo sairá bem mais caro para a indústria, e esse custo é repassado para comércio, e a gente repassa para o cliente”, explica.

Já no restaurante do cozinheiro Anderson Filho, o preço será indiferente. Há seis meses ele trocou os canudos de plástico por alguns de inox, que podem ser reutilizados. “Diariamente eram 100 unidades mais ou menos, por dia, quando a casa estava cheia. A gente optou por esses. Então, temos 100 unidades deles na casa há seis meses e é uma grande economia”, diz.

Canudos de plástico podem ser substituídos por biodegradáveis em Itapetininga — Foto: Reprodução/TV TEM

Economia que o Felipe Elias também pensou desde o dia que inaugurou a pizzaria dele. Por lá, a bebida só é servida para o cliente em copo de vidro. “Desde a abertura nunca tivemos canudo. Ninguém deixou de tomar nada por não ter canudo”, conta.

Anderson Filho ainda afirma que, além da questão econômica, a substituição do canudo plástico é uma iniciativa social. “Não é uma questão comercial, é uma questão de ser semente, ou seja, plantar para que outros vejam a mesma iniciativa, e que a gota se torne oceano”, diz.

Restaurante usa canudos de inox ao invés de plástico em Itapetininga — Foto: Reprodução/TV TEM

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