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terça-feira, 9 de maio de 2017

Em Itapetininga, funcionária de creche confessa ter colocado no banheiro bebê que não queria dormir

Auxiliar escolar alega que menina estava com medo do escuro na sala de soneca; ela é suspeita de ter trancado criança.

Por Larissa Mauricio, G1 Itapetininga e Região - 08/05/2017 13h54

Creche Benedicta Barros Martins Vila Piedade Itapetininga (Foto: Reprodução/Street View)

A funcionária suspeita de trancar no banheiro de uma creche uma bebê de 1 ano e 7 meses que não queria dormir confessou ter deixado a criança no local, segundo a Delegacia de Defesa da Mulher (DDM). O caso ocorreu em 27 de abril, na Escola Municipal de Ensino Infantil (EMEI) Benedicta Barros, na Vila Piedade, em Itapetininga (SP). A mulher é investigada por maus tratos e, caso condenada, pode pegar até dois anos de prisão. A prefeitura afastou a funcionária durante as investigações. 

A delegacia informou nesta segunda-feira (8) que a funcionária confirmou ter deixado a menina no banheiro da creche, mas alegou que o fez porque a criança estava agitada e com medo do escuro na sala da soneca, onde as outras crianças estavam. Em depoimento, a funcionária afirmou que o berço da menina ficava próximo à porta do banheiro e, por esse motivo, ela levou a criança em uma cadeirinha no local para se acalmar, pois havia claridade. Ela também defendeu-se dizendo que não trancou a criança, deixando-a sozinha, mas sim ficando com a bebê. Disse também que a ação não durou mais de três minutos.

Outra funcionária da creche foi ouvida pela delegacia. Segundo a colega de trabalho, ela não viu a criança ser colocada no banheiro, pois saiu da sala para entregar outro aluno aos pais. Mas, ao retornar à sala de soneca, viu a menina assustada no banheiro.

Ainda de acordo com a funcionária, em seguida ela repreendeu a suspeita por ter deixado a bebê no local e levou a menina de volta com as demais crianças. A testemunha não afirmou se encontrou a suspeita junto com a criança no banheiro. A colega de trabalho da suspeita foi quem contou à mãe da criança o que aconteceu.

A delegacia informa que todos as testemunhas já foram ouvidas e que o processo foi concluído e enviado ao Juizado Especial Criminal (Jecrim) com a acusação de maus-tratos.

"Não queria dormir na hora da soneca"

De acordo com a delegada Leila Tardelli, os pais estranharam o comportamento da filha e foram buscar na creche alguma informação que pudesse ajudar.

“Eles desconfiaram da atitude estranha que a menina estava demonstrando nos últimos dias e, ao questionar uma das funcionárias da creche, ela contou ao pai que a mulher, que também trabalha na escola, havia trancado a menina no banheiro, pois ela não queria dormir na hora da soneca. Se o crime for comprovado, a criança receberá tratamento psicológico", esclarece a delegada.

Em nota, a prefeitura informou que foi aberto um processo administrativo para apurar os fatos e que a funcionária ficará afastada preventivamente das atividades. Ainda segundo o Executivo, a creche não tem monitoramento por câmeras.

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