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segunda-feira, 10 de outubro de 2016

Mulheres acumulam empregos e rotina doméstica para driblar a crise


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Moradoras de Tatuí trabalham em dois empregos para manter renda.
Segundo a CNI, 56% dos trabalhadores brasileiros possuem dois empregos.


Do G1 Itapetininga e Região

Para driblar a crise econômica e garantir uma renda extra no final do mês, 56% dos trabalhadores brasileiros estão procurando um segundo trabalho, segundo a Confederação Nacional da Indústria (CNI). Alba Defensor, moradora de Tatuí, faz parte desse grupo que foi motivado com o crescimento da taxa de desemprego. Além de ser professora de teatro em um projeto social no período da manhã, ela trabalha como esteticista no período da tarde e a noite cuida da casa e filhos.

“Para dar conta de profissões tão diferentes é preciso gostar do que faz. O lado bom é que não tenho uma rotina definida e isso ajuda bastante. O trabalho como esteticista representa 50% da minha renda mensal. Não dá para abrir mão disso, tanto financeiramente como pelo prazer da profissão também”, diz.

Essa rotina também é vivida pela Raquel Borges, que trabalha como auxiliar de produção de uma fábrica de cadernos em Tatuí e ainda é executiva de vendas, em uma rotina de atividades que começa às 5h e só termina às 19h. Mãe de uma adolescente, ela encontrou na divisão dos empregos a fórmula para criar a filha.

“A necessidade de ser uma mãe de família e de ter outros afazeres fala mais alto. No momento, não teria como deixar os dois trabalhos. Vou ficar neles até quando Deus quiser, até porque gosto do que faço. Isso é o mais importante”, destaca Raquel.

Apesar de garantir uma renda a mais no final do mês, o advogado trabalhista Adeílson Freitas Júnior orienta que a pessoa reflita se vale a pena ou não investir em uma atividade extra. “É preciso analisar, primeiro, se nos contratos não há uma cláusula de exclusividade. Não tendo esse ponto, o empregado deve analisar se tem compatibilidade de horários entre os empregos que pretende. Em terceiro lugar, a pessoa deve analisar a viabilidade desse novo emprego, do ponto de vista social, para que, justamente, a produtividade não caia e os dois trabalhos sejam colocados em risco”, completa.



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