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segunda-feira, 30 de novembro de 2015

Obra em posto de saúde para, e UBS ao lado fica superlotada, diz morador

Prédio no Bairro Jardins de Tatuí soma um ano e meio de atraso. Prefeitura alega que empresa abandonou serviços após atraso de repasse.

Do G1 Itapetininga e Região

O posto de saúde no Bairro dos Jardins, em Tatuí, está há um ano e meio atrasado para a inauguração e, por enquanto, só a grama ao redor do prédio avança. Com a situação, a Unidade Básica de Saúde (UBS) mais próxima, do Jardim Gonzaga, fica sobrecarregada, diz um morador que não quer se identificar. “Ela (UBS) está atendendo todo o fluxo dos três bairros, e não tem uma estrutura muito grande como teria esse aqui se funcionasse”, lamenta.

Com investimento de R$ 300 mil, trabalho iniciou em 2013 e obra deveria ter sido inaugurado em 2014. (Fotos: Cláudio Nascimento/ TV TEM)

A Prefeitura de Tatuí alega atraso em repasses federais. Segundo o Executivo, somente no primeiro semestre deste ano, o recurso total foi liberado pela União. O Governo Federal nega que que tenha ocorrido atraso no repasse. Afirma que já transferiu duas parcelas do acordo e que a última só será enviada após provas do andamento da obra (confira as respostas completas abaixo).

Enquanto há o "jogo de empurra”, a placa em frente à obra é clara e informa: data de início outubro de 2013 e prazo para fim abril de 2014. Mas até novembro deste ano, somente a estrutura foi concluída. “Esse posto aqui vai atender três bairros: Jardim Tatuí, Jardim Gonzaga e Vila Angélica. Está fazendo falta”, comenta o morador.

Respostas do município e União
De acordo com prefeitura, o município teve que abrir nova licitação para contratar outra empresa para dar andamento ao projeto. Assim que a concorrência pública for terminada, a obra será retomada. A expectativa é que a unidade seja concluída no primeiro semestre de 2016, completa o órgão.

Já o Ministério da Saúde diz que já repassou à Secretaria Municipal de Saúde o valor de R$ 200 mil, referentes às duas primeiras parcelas da obra. Alega ainda que a terceira e última parcela, no valor de R$ 66 mil, só será paga quando o município inserir no sistema da Pasta o atestado de conclusão de obras e comprovação do início do funcionamento da unidade, por meio de documentos, notas fiscais e fotografias, conforme regulamenta a portaria nº 340/13.

Promessa de parque
Outro motivo para reclamações por atrasos em Tatuí é o local onde seria construído um parque de lazer no Jardim Wanderley. A promessa, por enquanto, não passa de um monte de terra jogada no terreno. A prefeitura diz que aguarda aval ambiental para continuar os trabalhos (confira a resposta completa abaixo).

O professor Roberto diz ficar indignado com a falta de iniciativa para dar início ao prometido parque. “Não estamos vendo nada disso, apenas coisas que pelo nosso modo de entender, malfeitas. Para uma área de lazer, tinham que cortar a grama, plantar mais árvores, colocar brinquedos para as crianças. Agora, mexendo no percurso da água, no córrego? É uma coisa que a gente não fica satisfeito”, reclama.

Além da insatisfação, há também a preocupação com o ambiente, afinal o local está a aproximadamente um quilômetro da nascente do Ribeirão do Manduca. E o que era pra ser o início das obras da Área de Lazer Mário Cóscia se transformou num gerador de problemas, lembra o ambientalista Paulo Sena. “Esta terra acumulada agora representa risco, porque a cada chuva, e estamos tendo muita chuva ultimamente, a terra é novamente transportada pela água, levando o problema a outros lugares distantes daqui. É fácil o acúmulo de lixo, de detritos, e animais de espécies nativas agora estão fugindo daqui”, aponta.

A Secretaria de Infraestrutura, Meio Ambiente e Agricultura de Tatuí informou que aguarda o aval do Departamento de Águas e Energia Elétrica do Estado de São Paulo para dar continuidade às obras no terreno. O departamento diz que acompanha o projeto e não há risco da terra chegar ao Ribeirão do Manduca.

Terreno onde será parque não demonstra avanço em obras (Foto: Cláudio Nascimento/ TV TEM)

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